Miscelânea

Ai, que retrô

Encontrei esse meme no blog Beyond Cloud Nine, da Manu, e achei bem apropriado respondê-lo para que eu possa me lembrar do ano de 2016 na posteridade.

Vamos de retrospectiva?

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1. Onde você estava quando 2016 começou?
No ponto mais alto do condomínio onde moro, vendo os fogos e chorando.

2. O que você fez em 2016 que você nunca tinha feito antes?
Uma tatuagem! ❤

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2017?
Não sou muito de fazer resoluções, até tenho um pensamento negativo sobre essas listas de metas e objetivos… mas muito provavelmente eu quis melhorar minha situação financeira esse ano e ir melhor na faculdade. Devo manter as mesmas.

4. Você foi a algum show em 2016?
Hmm, nenhum, que eu me lembre!

5. Você procurará um novo emprego em 2017?
Se depender de mim, não. hahahah

6. Você bebeu muito em 2016?
Nem em 2016, nem em 15, nem 14 (…)

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Viajei para o interior no Carnaval! Conta como férias?

8. Qual foi sua maior conquista em 2016?
Ter passado em Cálculo na faculdade e ter ido bem em outra matéria que tive que refazer por ter pego DP no ano anterior.

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2016, e mudar alguma coisa, o que seria?
Mudaria o fato de o meu namorado ter pego caxumba nas férias. hahah

10. Você ficou doente ou ferido?
Duas vezes fiquei com a garganta inflamada, e quando isso acontece é algo bem sério. Mas nada além disso.

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Um LP do Genesis para presentear meu pai. ❤

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Meu namorado, o vi crescer muito nesse último ano. E eu também, pq né. kkkkk

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
As mesmas de sempre.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Comida, certeza. E pagando juros pro banco.

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
Ter passado um susto com minha saúde no começo do ano, mas graças a Deus e à medicina, está tudo sobre controle.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2016?
Qualquer uma da Sia, e provavelmente Paredão Metralhadora. hahahah

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Com toda certeza mais feliz. 2015 não foi um ano bom pra mim, não.

18. O que você queria ter feito mais?
Talvez, lido mais livros.

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Procrastinado.

20. Como você passou seu Natal?
Muito bem, fiz uma pré-ceia na minha casa, dei presentes aos meus pais, depois eu e meu namorado fomos pra casa dele ceiar com os pais dele. Bem gostoso!

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Daiane. ❤

22. Você se apaixonou em 2016?
Não, 2016 foi o ano de manter um amor antigo! 😉

23. Qual foi a maior mudança para você em 2016?
Eu perceber que sou capaz de algo quando me esforço muito para conseguir. Basicamente, confiar mais em mim mesma.

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
Acho que continuou sendo Grey’s Anatomy!

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Não. hahah

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
Meu Deus, eu não li nenhum livro inteiro esse ano. Só comecei e não terminei. “A pequena abelha” talvez tenha sido o mais interessante.

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
Redescobri Genesis, para a alegria do meu coração! Recomendo, hein?

28. O que você queria e conseguiu?
Iniciei minha transição capilar em janeiro, acabando em outubro, quando fiz meu big chop.

29. O que você queria e não conseguiu?
Juntar dinheiro durante o ano.

30. Qual foi o seu filme favorito em 2016?
Animais Fantásticos e Once.

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Fiz 23 anos em 2016 e recebi um casal de amigos em casa para comer pizza. Ganhei também um bolo surpresa dos meus pais, depois de passar o dia todo sem ninguém me cumprimentar.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Ter ganho na Mega da Virada. kkkkkkkk

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2016?
Muitas roupas emprestadas da minha mãe, sem muita novidade.

34. O que manteve sua sanidade?
Os finais de semana.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Michelle Obama, sem dúvidas.

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2016.
I’m bruised but not broken // And the pain will fade // I’ll get back on my feet // It’s not the end of me – Joss Stone ‘Bruised but not Broken’

37. Do que você sente falta?
Da época da escola.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2016?
Um professor da faculdade que me surpreendeu com seu senso de equidade social e sensibilidade.

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2016.
É possível se você se esforçar.

40. Quais são os seus planos para 2017?
Colocar aparelho nos dentes e viajar NEM QUE FOR UM FINAL DE SEMANA.

Bora torcer né, mores? Bom ano pra todo mundo! ❤

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Minhas músicas favoritas que tocam na AlphaFM – MPB Edition

O meu gosto musical foi bastante moldado pelos meus pais. Desde pequena me lembro que, seja fazendo faxina ou o almoço, o rádio sempre estava tocando em casa.

Nós alternávamos entre alguns CDs, músicas gravadas no celular (mais recentemente) e a rádio AlphaFM 101,7.

Caso você não seja de São Paulo, a Alpha é uma rádio que toca músicas antigas, clássicas – brasileiras ou não – e, vez ou outra, toca algumas novinhas tipo Beyoncé e Taylor Swift (sim!). Eu não sei definir exatamente o estilo de música que eles tocam, mas a velharia é extremamente boa. É isso o que eu escuto desde os meus 13, 14 anos.

Há um tempão tinha listado algumas das minhas músicas preferidas que tocam na Alpha, e hoje gostaria de compartilhar as que são cantadas em português! 😀 Já me disseram que sou muito chata pra música porque só escuto em inglês – o que, diante deste post, podemos concluir que não é absolutamente verdade ❤

Caso você não conheça alguma, espero que goste das indicações e, se já conhece, curte aí mais uma vez!

Cada um, cada um – Claudio Zoli

A namoradeira
No escuro da sala
Sonhando e beijando
De segunda a sexta
No fim de semana
De noite na Barra
Procurando vaga
De noite na Barra
Agora é cada um
Cada um

 

Veneno – Marina Lima

Veneno
Cor-de-rosa suave e moreno
Nestes seios tem todo o veneno
Que você chama amor

 

Ainda Lembro – Marisa Monte e Ed Motta

Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer
“Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo”

Mais Feliz – Adriana Calcanhotto

Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

Tendo a Lua – Os Paralamas do Sucesso e Pitty

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu

Esquecimento – Skank

Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou

Brasileiro faz música boa ou não faz?

Free mim · Miscelânea

Aquela parte que deixamos de ser nós mesmos pra poder nos encaixar

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Estou numa profissão de negócios.

Isso quer dizer que trabalhamos com pessoas estressadas, vestidas formalmente, que falam gritando ao telefone e morrem infartadas ou de úlcera.

Estamos falando de ambientes sérios. Apertos de mão fortes e cartões de visita que passam de mão em mão. Estamos falando de saltos altos e finos, bolsas caras e gravatas cafonas. Eu, pelo menos, não gosto.

Nunca gostei de roupa social. Tenho amigas que não podem ver um homem com uma calça dessas. Nunca liguei. Nunca me identifiquei com esse universo que descrevi acima, e que vocês devem saber bem sobre o que estou falando.

São oito horas de trabalho por dia. Se contarmos o tempo que levamos para ir e voltar, somam 11 (ou 12). Metade no nosso dia estamos vivendo uma vida que não nos identificamos completamente. Estou falando de “nós” porque tenho certeza (e a esperança) que tenha alguém nesse mundo que pense como eu a respeito disso.

Eu gosto de cabelo colorido. Cabelo rosa. Cabelo roxo. Não é adequado à minha profissão, pois não passa a credibilidade que precisamos.

Eu gosto de unhas coloridas. Gosto de amarelo nas unhas. Gosto de glitter. Também não me parece muito apropriado cumprimentar o diretor da empresa e deixá-lo perceber a holografia nas pontas dos meus dedos.

Eu não gosto dessa calça social que estou vestindo. Não combina comigo mas não posso fugir muito desse padrão. Também tenho preguiça de pensar em outra roupa então essa me atende bastante.

Eu gosto de batom vermelho. Ou roxo. Pink vai bem, também. Mas só as finais de semana. Aproveita, menina!

Eu quero fazer uma tatuagem no braço. Humm… escolhe outro lugar que não fique visível, ao menos não com uma roupa de trabalhar.

Não estou falando da empresa que estou trabalhando. Porque essa regra invisível que ninguém ditou mas é a correta acontece em qualquer lugar. Se eu trabalhar em 100 empresas desse ramo, encontrarei uma centena de CTRL+C e CTRL+V. Não dá pra escapar.

Fico pensando no quê eu deveria trabalhar para poder ser eu mesma 24 horas por dia. Claro que eu entendo que um ambiente de trabalho, seja ele em qual área for, vai demandar mais profissionalismo. Não vou poder me portar ou me vestir como quando estou em casa sem nada pra fazer, vendo vídeos no youtube. Tenho consciência disso. Também tenho consciência de que uma pessoa pode ser profissional tendo o cabelo rosa and this is beautiful.

Se eu trabalhasse na finada (ou quase) MTV, poderia ter o cabelo roxo. Poderia usar glitter nas unhas e trabalhar de tênis. Ao mesmo tempo ser brilhante no trabalho que desempenho, extremamente competente.

Se eu fizesse parte de alguma revista de moda, por exemplo, certamente meus lábios vermelhos seriam permitidos às 9h da manhã. Sem perigo de alguém me olhar torto! :O

Uma vez que a capacidade profissional de alguém não está ligada à pessoa ter dreads ou não, fico pensando em qual momento decidimos que “pra fazer contas você precisa pentear esse cabelo e se vestir ‘adequadamente'”. Gente, que diferença faz? Sinceramente?

Sei que parece um ponto até infantil e rebelde de se abordar num texto de um blog pessoal. Talvez fosse mais apropriado se eu tivesse uns 14 anos. hahahah mas infelizmente são pensamentos que, vira e mexe, estão na minha cabeça de novo. Sei que talvez isso nunca mude, nunca será permitido trabalhar num banco com o cabelo degradê, ou com uma barba gigantesca. Mas fica aqui o meu ponto de vista, qualquer coisa.

Nunca se sabe, né?

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Medo de quem entrega panfleto

Quem é acostumado a andar à pé sabe que o dia todo a gente encontra coisa esquisita no meio do caminho. Seja gente mal educada (aos montes), gente que quer estar sempre certa… e os entregadores de panfleto.

Aqui, amigos, eu englobo também aquelas pessoas que pedem pra falar com a gente “só um minutinho, vai ser bem rápido”. Gente, qual a utilidade? Vejam bem, respeito o trabalho de todos, afinal, como já dizia o poeta, o trabalho dignifica as pessoas. Só que esse povo, além de trabalhar entregando panfleto ou pedindo um minutinho da minha atenção, eu desconfio que o passatempo mais legal deles é o de me fazer quase morrer, todas as vezes.

Tomei a iniciativa de escrever sobre isso só hoje, mas faz um tempão que estou com isso na cabeça. Preciso escrever sobre essas minhas experiências de quase-morte. Hoje, como não foi diferente, estava voltando do almoço e estava com fones de ouvido. Atravessei a rua para ficar na calçada que fica o prédio onde eu trabalho e, de longe, já tinha visto uma moça uniformizada (o que pensei rapidamente que fosse uma roupa de quem trabalha em restaurante) encostada no muro, e eu estava andando em direção a ela.

Fui me aproximando mas já tinha deixado de reparar na moça, apesar de ter que passar por ela pra poder entrar no prédio. Quando cheguei a um passo dela, essa maluca estica o braço do nada com um folheto na mão. Imaginem vocês o pulo pra trás que eu dei e, quando olhei pra ela, ela estava com um sorrisão. Respirei fundo e disse um “obrigada”, talvez um pouco mais alto do que deveria MAS PORRA, MOÇA. Oferece o panfleto de longe, caraio. Quase morro.

E isso sempre acontece comigo. Às vezes fico até sem graça de tão abusados que são os entregadores de panfletos. Sempre que estou chegando pra trabalhar, tem um pessoal que entrega panfleto na estação do metrô. Como eu sei que nunca vou pegar, eu faço a gentileza de desviar de cada um deles pra que não fique uma situação chata nem pra mim, nem pra quem entrega. Temos que concordar que ficar oferecendo papel e o povo ficar ignorando deve ser uma merda. Então, como uma boa alma que sou, ando em uma linha reta pra bem longe deles. Mas sempre tem aqueles que VÃO ATÉ MIM COM A MÃO ESTICADA SEGURANDO UM PAPEL. Mas gente! Eles vão até você! Te obrigam a pegar, te perseguem! Que coisa chata! E ainda tenho que tomar cuidado pra não engolir um panfleto, porque tem alguns entregadores que enfiam na sua cara. ¬¬

Infelizmente não posso mudar de estação do metrô pra poder vir trabalhar, porque na hora de ir embora é outro campo de batalha. Antes de chegar na porta da estação tem uma faixa de pedestres, que sempre fica bastante gente às 17h esperando o sinal abrir pra poder passar. Nisso, aquelas almas abençoadas do Greenpeace (ou sei lá de onde eles são, de jalequinho azul), ficam mirando em qual pessoa eles vão saltar no pescoço pra conseguir falar. Quando o farol abre e atravessamos, eu sempre tento me esconder atrás de alguém, porque eles são selvagens. Gente, eu juro. Eles pegam pelo braço. Qualquer hora, quando você disser que não tem um minutinho, eles te esperam passar e vão te bater na cabeça com um taco de beisebol com vários pregos na ponta.

Que situação.

Amigo, se você quer trabalhar nisso, tudo bem. Se só conseguiu isso pra trabalhar, tudo bem também. Agora: uma coisa é você ficar em paz, outra é ser um puta chato do caralho. Vai se foder.


Antes de finalizar esse post, eu gostaria:
a) de me desculpar pelos palavrões excessivos, mas é exatamente o que eu penso quando encontro um entregador de panfleto ou alma boa do Greenpeace;
b) de dizer que não tenho nada contra quem tem esse trabalho, como eu disse, você pode trabalhar com qualquer coisa, só não seja um pé no saco;
c) de dizer (2) que talvez eu tenha esse medo desse povo porque fui assaltada no ano passado e ainda não me sinto confortável com o fato de alguém me abordar tão freneticamente como eles fazem. Respeitem.
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A problemática da ida ao ginecologista

Quero começar esse post com uma dica: vá ao ginecologista. Se você nunca foi, por quaisquer motivos (se o principal deles for medo ou desconforto), sugiro que você desça a página até o próximo post, cheio de alegrias e muitas aventuras. Pule este. Muito provavelmente a minha dramatização vai fazer com que você desista de ir. Pule este post. Vá ao ginecologista.

Após a minha campanha pró-saúde, posso dar início ao meu drama. Ir ao ginecologista é uma merda.

A minha primeira vez num ginecologista foi um tanto quanto inesperada. Eu já era ~mocinha~ há algum tempo e comecei a dar uns problemas de ficar naqueles dias (odeio profundamente este termo) por quase um mês ininterrupto. Claro que não se podia chamar de “Nossa, que Cataratas do Iguaçu”, senão obviamente eu já teria morrido, mas certamente tinha algo de errado e eu precisava checar isto. Como nunca tinha ido ao ginecologista antes e quem acompanhava minha saúde era uma pediatra (talvez eu tivesse 17 anos na época, TALVEZ), ligamos pra ela. O engraçado foi que, ao mesmo tempo, eu tinha começado a namorar e todo mundo achava que eu estava emocionada demais, amando demais, e por isso estava com essa pequena alteração de um mês. hahahahaha

A pediatra, então, me indicou uma ginecologista amiga dela para que eu pudesse fazer alguns exames hormonais. Fui no consultório dela, com minha mãe junto. Apesar de nós duas sermos mulheres, termos as mesmas partes íntimas e sermos bem mais próximas do que a maioria das relações mãe-filha, não posso negar o meu desconforto em ver várias vaginas e úteros representados em cima da mesa, cartazes sobre prevenção de doenças e afins.

Fiz uns exames e fui diagnosticada com a SOP, Síndrome do Ovário Policístico, o que explica muita coisa. O que mudou daí pra frente, amigos, é que serei uma pessoa que precisará de acompanhamento eternamente, para checar se o tratamento ainda está sendo eficaz. Claro que uma mulher que não sofre de SOP também precisa de acompanhamento, mas as que tem concordarão comigo que é um pouquinho diferente.

A começar pelo ultrassom que fiz para poder ser diagnosticada: me senti uma grávida prestes a saber o sexo do bebê. Você toma muita água, porque esse exame só pode ser realizado com a bexiga estourando cheia. O médico força o aparelho na sua barriga e você tem que se concentrar pra não fazer xixi, fora a dor que é naturalmente uma bexiga cheia e alguém pressionando delicadamente.

O ultrassom agora é outro: é feito com um câmbio de trocar marcha de carro (mentira), e você nunca imaginou que algum dia sentiria tanto desconforto (verdade) quanto no momento em que a médica está checando seus ovários, só que agora pelo lado de dentro. Já vi quase que uma unanimidade de gentes falando que “ah, agora que você é ‘mulher’, deve estar acostumada”. NÃO. TEM. COMO. É impossível.

E não para por aí, a lista é grande. Eu acho que os ginecologistas são, na verdade, profissionais frustados. Eles cresceram querendo ser mecânicos e acabaram dentro de um consultório, então para amenizar essa dor e sofrimento, eles usam utensílios da sua profissão do coração: o câmbio, como já disse acima, o macaco, pra quando precisam dar uma “separada” pra conseguir realizar sua atividade melhor. Estive analisando e cheguei a esta incrível conclusão. Ninguém nunca me convencerá de que estou errada. hahahahahah

Não sei o que acontece mas, todas as vezes que vou ao ginecologista eu entro numa espécie de pânico. Fico com as mãos suadas, não paro de balançar o pé e me dá dor de barriga. Toda fucking vez. E começa um dia antes, na verdade. Na hora da consulta, já estou quase morta.

Trinta minutos de consulta e, por fim, acabou. Tudo certo, tudo feito e ninguém ferido. Finalmente posso me acalmar desse pequeno trauma que acontece periodicamente: a clínica ginecológica.

 

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Lembrete para a posteridade: não saia de casa no Dia das Crianças…

… porque, se algo pode dar errado, dará.

Este não é um post sobre a Lady Murphy, essa senhora de idade avançada, rabugenta e pessimista que nos acompanha nas horas mais difíceis. Esse é um post sobre como me estressei num feriado, perdi meu tempo e suei igual uma vaca gorda.

Há alguns meses estava eu perambulando pelo quiosque da Saraiva que tem no maior shopping de Osasco e visualizei um título que me chamou muito a atenção: Perdido em Marte. Esta menina, senhores, que quando tinha TV a cabo gostava muito de assistir aos programas do History e do Nat Geo que falavam sobre o espaço, nebulosas e Big Bang, neste momento deu pulinhos de alegria ao ver que alguém nesse mundo teve a brilhante ideia de escrever um livro com uma temática tão peculiar. Enquanto eu lia a sinopse, ficava cada vez mais perto do meu eu de 13 anos de idade que queria prestar Astronomia na USP e trabalhar na NASA (só queria deixar registrado, também para a posteridade, que NASA foi a primeira sigla em inglês que eu decorei, e me sinto orgulhosa de saber até hoje).

Pois bem. Alguns meses depois, agora perambulando pelo facebook, eis que vejo um pôster de um filme, com a cara do Matt Damon, com os dizeres “Tragam-no para Casa” e, bem pequenininho no rodapé estava escrito Perdido em Marte. AH MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO., QUE SHOW DE BOLA! O MATT DAMON É PERFEITO PARA O PAPEL, VOU ASSISTIR. Ou não.

O lançamento do filme foi há duas semanas, e entre estudar pra prova, trabalho pra entregar, não tenho nem um puto acabou que não assisti ao filme. Mas me agarrei no feriado do dia das crianças e pensei: “vou sozinha, mas vou”.

Acordei cedo, determinada. Tinha uma sessão às 12h30 e outra às 15h30. Logo comecei a ajudar o meu pai com a louça, lavei o paninho de Dibas, arrumei meu quarto e já eram 11 e pouco. Ou seja, perdi a primeira sessão. “Pego a das 15”, pensei. Almocei, fiz mais algumas coisinhas e me vesti. 13:45h estava saindo de casa, “vou bem cedo porque não passa ônibus no feriado”. A primeira vez que olhei as horas quando cheguei no ponto eram 14h. Passou charrete, barco à velas, submarino e nada de ônibus. Nenhum. Nem pra Pindamonhangaba. Opa, passou um… Alphaville. Opa, olha outro… Lapa. Tentei até um que estava com o letreiro apagado: “Tá reservado, moça”.

O bendito foi passar às 14:40h. Até que não tenho o que reclamar do trajeto, que foi bem rápido já que não tinha muita gente nos pontos (na verdade acho que todo mundo morreu torrado/de sede esperando os ônibus, o que não deixa de ser uma seleção natural). Cruzei aquele shopping rápido como nunca, e exatamente às 15:06h eu estava na porta do cinema com exatamente essa expressão:

Que fila é essa pra fora do cinema?

Sabe por que não posso assistir a um filme às 18:40h, amiguinhos? Porque moro num lugar que tem um toque de recolher subentendido, onde você pode levar um tiro na testa por estar no lugar errado, na hora errada. Porque não há uma alma viva que se prontifique a me buscar quando acabar o filme, e aí já começo a me conformar que a minha realidade é essa, mesmo. Não posso voltar pra casa depois que escurece, é uma regra. Só posso ir ao cinema até as três da tarde.Quando eu consegui visualizar as tevezinhas que mostram os horários das sessões, vi 15h30 com um risco enorme em cima, o que entendi que os ingressos já tinham sido esgotados, e um 18:40h bem grande indicando a próxima sessão.

Só então fui perceber o mar de crianças que estavam naquele shopping. Bebês no colo, no carrinho, maiorzinho se jogando no chão, outros apanhando das mães. Outros olhando tudo como se nunca tivessem saído de casa. Meu. Deus. Quanta. Criança.

“Não vou perder a viagem. Antes de ir embora vou tomar um sorvete aqui do Bob’s” e fiquei na fila de umas 30 pessoas ATÉ FALTAREM DUAS PESSOAS PRA CHEGAR A MINHA VEZ E A QUERIDA ATENDENTE INFORMAR QUE SÓ TEM SHAKE, SENHORA. Jesus, me leva.

Antes de sair do shopping tem um outro quiosque, do McDonalds. E lá vai Larissa pegar fila, agora era questão de honra. Fui olhando e percebendo que todo mundo estava casualmente pedindo sorvete com a massa de chocolate – a qual eu não suporto, digace di paçagi. Chegou a minha vez e perguntei: Moço, tem massa de creme? SÓ TEM DE CHOCOLATE, SENHORA. ME DÁ UM COLOSSO COM COBERTURA DE CARAMELO E NÃO SE FALA MAIS NISSO.

Paguei com 50 reais e fiquei torcendo pra mais uma coisa dar errado: ele não ter troco.
Depois, quando ele me deu o troco percebi que estava sendo muito inocente de achar que ele não teria, afinal toda a torcida do Flamengo estava naquela fila, não é possível que ele não tivesse.

Fui pra casa, migos, com muito menos raiva do que achei que ficaria. Estou chateada SIM por não ter visto o filme, afinal sou dessas que tem ciúme de quem gosta de algum filme sem ter lido o livro. Duvido que todo mundo que lotou a sessão das 15h30 leu o livro. Muitos anos de terapia terão de vir pra que eu possa me desvencilhar desse pensamento infantil, mas enquanto não estou nesse nível de evolução continuo tendo ciúmes dos filmes que lançaram baseados nos livros QUE EU LI ANTES DE QUALQUER PESSOA SENTIR O MENOR INTERESSE NISSO DE MARTE. CARAMBA.

Como prometido, esse não é um post sobre nossa amável senhora Lady Murphy.

Mas, não sei o motivo, quando comecei a esperar o ônibus por mais de 20 minutos, sabia que o dia iria me resultar num texto pro blog. Cá estamos.

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Encontrei a banda da minha vida…

… e ela se chama The Lumineers.

Eu sempre me senti mal por não ter uma banda favorita. Eu gosto de muitos cantores, gosto de muitas músicas ~avulsas~ mas banda BANDA mesmo eu nunca tive uma favorita. Parece que ninguém realmente toca o que eu nasci pra ouvir.

Foi então que em uma das minhas andanças pelo youtube encontrei essas belezinhas que são uma banda relativamente nova, e fiquei feliz porque no wikipedia eles estão classificados como folk rock/indie folk. Folk, eu te amo! O único álbum da banda:

Nem preciso dizer que estou apaixonada, né? Fico procurando coisas pra fazer em que eu possa estar com os fones de ouvido só apreciando música boa nesse feriado de carnaval… ❤