Miscelânea

A problemática da ida ao ginecologista

Quero começar esse post com uma dica: vá ao ginecologista. Se você nunca foi, por quaisquer motivos (se o principal deles for medo ou desconforto), sugiro que você desça a página até o próximo post, cheio de alegrias e muitas aventuras. Pule este. Muito provavelmente a minha dramatização vai fazer com que você desista de ir. Pule este post. Vá ao ginecologista.

Após a minha campanha pró-saúde, posso dar início ao meu drama. Ir ao ginecologista é uma merda.

A minha primeira vez num ginecologista foi um tanto quanto inesperada. Eu já era ~mocinha~ há algum tempo e comecei a dar uns problemas de ficar naqueles dias (odeio profundamente este termo) por quase um mês ininterrupto. Claro que não se podia chamar de “Nossa, que Cataratas do Iguaçu”, senão obviamente eu já teria morrido, mas certamente tinha algo de errado e eu precisava checar isto. Como nunca tinha ido ao ginecologista antes e quem acompanhava minha saúde era uma pediatra (talvez eu tivesse 17 anos na época, TALVEZ), ligamos pra ela. O engraçado foi que, ao mesmo tempo, eu tinha começado a namorar e todo mundo achava que eu estava emocionada demais, amando demais, e por isso estava com essa pequena alteração de um mês. hahahahaha

A pediatra, então, me indicou uma ginecologista amiga dela para que eu pudesse fazer alguns exames hormonais. Fui no consultório dela, com minha mãe junto. Apesar de nós duas sermos mulheres, termos as mesmas partes íntimas e sermos bem mais próximas do que a maioria das relações mãe-filha, não posso negar o meu desconforto em ver várias vaginas e úteros representados em cima da mesa, cartazes sobre prevenção de doenças e afins.

Fiz uns exames e fui diagnosticada com a SOP, Síndrome do Ovário Policístico, o que explica muita coisa. O que mudou daí pra frente, amigos, é que serei uma pessoa que precisará de acompanhamento eternamente, para checar se o tratamento ainda está sendo eficaz. Claro que uma mulher que não sofre de SOP também precisa de acompanhamento, mas as que tem concordarão comigo que é um pouquinho diferente.

A começar pelo ultrassom que fiz para poder ser diagnosticada: me senti uma grávida prestes a saber o sexo do bebê. Você toma muita água, porque esse exame só pode ser realizado com a bexiga estourando cheia. O médico força o aparelho na sua barriga e você tem que se concentrar pra não fazer xixi, fora a dor que é naturalmente uma bexiga cheia e alguém pressionando delicadamente.

O ultrassom agora é outro: é feito com um câmbio de trocar marcha de carro (mentira), e você nunca imaginou que algum dia sentiria tanto desconforto (verdade) quanto no momento em que a médica está checando seus ovários, só que agora pelo lado de dentro. Já vi quase que uma unanimidade de gentes falando que “ah, agora que você é ‘mulher’, deve estar acostumada”. NÃO. TEM. COMO. É impossível.

E não para por aí, a lista é grande. Eu acho que os ginecologistas são, na verdade, profissionais frustados. Eles cresceram querendo ser mecânicos e acabaram dentro de um consultório, então para amenizar essa dor e sofrimento, eles usam utensílios da sua profissão do coração: o câmbio, como já disse acima, o macaco, pra quando precisam dar uma “separada” pra conseguir realizar sua atividade melhor. Estive analisando e cheguei a esta incrível conclusão. Ninguém nunca me convencerá de que estou errada. hahahahahah

Não sei o que acontece mas, todas as vezes que vou ao ginecologista eu entro numa espécie de pânico. Fico com as mãos suadas, não paro de balançar o pé e me dá dor de barriga. Toda fucking vez. E começa um dia antes, na verdade. Na hora da consulta, já estou quase morta.

Trinta minutos de consulta e, por fim, acabou. Tudo certo, tudo feito e ninguém ferido. Finalmente posso me acalmar desse pequeno trauma que acontece periodicamente: a clínica ginecológica.

 

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2 comentários em “A problemática da ida ao ginecologista

  1. “para amenizar essa dor e sofrimento, eles usam utensílios da sua profissão do coração: o câmbio, como já disse acima, o macaco, pra quando precisam dar uma “separada” pra conseguir realizar sua atividade melhor” HAHAHAAH desculpa, mas dei muita risada nessa parte. Também detesto ir na ginecologista, mesmo que a minha eu conheça (literalmente) desde que nasci, talvez por isso eu não vá há quase dois anos. Ops.

    Beijo!

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  2. Carol, fala sério! Não tem nenhuma outra maneira de entender esse utensílios UHAHUHUAHUHUAUH eu o-d-e-i-o. Extremamente desconfortável.

    Mas tem que ir, amiga! Segura na mão de Deus e vai, pelo menos é rápido! hahah

    Muito obrigada pelo seu comentário, um beijo grande!! ♥♥♥

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